Defensoria Pública de Minas Gerais

Igualdade e cidadania para todos


Aumento da violência contra a mulher em Minas é debatido em audiência pública da Assembleia Legislativa


Por Ascom em 26 de novembro de 2019

A defensora pública Samantha Vilarinho Mello Alves, em atuação na Defensoria Especializada na Defesa do Direito da Mulher em Situação de Violência, representou a Especializada em audiência pública da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

O encontro foi realizado nesta segunda-feira, dia 25 de novembro, data que marca o Dia Latino-Americano e Caribenho contra a Violência à Mulher, e teve por finalidade debater o aumento do índice de violência contra as mulheres no estado.

Crédito fotos: Flavia Bernardo/ALMG

Participantes debateram o aumento dos crimes em Minas Gerais e a falta de estrutura para proteger as vítimas

A importância fundamental do investimento na educação contra o machismo no combate ao problema foi uma das conclusões da audiência.

Samantha Vilarinho frisou que o machismo e o racismo perpassam todas as camadas da sociedade e salientou a importância do atendimento especializado.

“A mulher negra não acessa nossos serviços. Ela já sofre muitas opressões, então não procura ajuda, vai suportando. Por isso, quando ela acessa algum serviço nosso, precisamos estar capacitados. Estava no Sofia Feldman fazendo treinamento porque, se os serviços de saúde não souberem o básico, a mulher vai embora sem saber pelo que passou e como vai lidar com isso. Esse cuidado tem de extrapolar as delegacias”, observou a defensora pública.

Defensora pública Samantha Vilarinho: “enquanto houver uma mulher em posição de vítima e um homem na posição de agressor, a violência vai continuar acontecendo. Temos que falar sobre masculinidade tóxica, educar esses homens para que deixem de praticar a violência e temos que proteger e educar as mulheres sobre seus direitos”

O Brasil está em quinto lugar no ranking mundial de feminicídios. A informação foi lembrada pela coordenadora da Marcha Mundial das Mulheres, Bernadete Esperança Monteiro, que enfatizou que a violência contra a mulher é um exercício de poder. Para ela, a possibilidade de transformação social passa por uma educação não sexista.

A promotora de Justiça Patrícia Habkouk, coordenadora do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, reforçou a necessidade de pensar em formas de dar autonomia às mulheres para romperem com o ciclo de violência.

Joelisia Moreira Feitosa, integrante do Movimento dos Atingidos por Barragens, observou que as mulheres foram as maiores vítimas no desastre de Brumadinho, que completou 10 meses na data da reunião.

Autora do requerimento para a realização da reunião, a deputada Beatriz Cerqueira destacou a necessidade de desconstruir a cultura machista de que o comportamento das mulheres justifica os mais diversos tipos de agressões e afirmou que a “escola seria um lugar importante para educar os meninos e ter essa conversa”.

A deputada estadual Andreia de Jesus lembrou a história das três irmãs Mirabal, assassinadas em 25 de novembro e que inspiraram o dia de luta contra a violência à mulher.

A deputada Leninha lamentou que Minas Gerais seja o único estado em 2019 onde os casos de feminicídios cresceram, fora os casos subnotificados. A parlamentar frisou a importância do atendimento adequado às vítimas e do debate na educação, “para ensinar as relações de respeito com quem é diferente e abordar isso desde cedo para romper com o ciclo de violência”.

Mídia

Clique aqui para ver reportagem veiculada pela MGTV 2ª edição, que contou com participação da defensora pública Samantha Vilarinho.

Clique aqui para ver reportagem veiculada pela TV Assembleia, que contou com participação da defensora pública Samantha Vilarinho.

Fonte: Ascom/DPMG, com informações da ALMG (26/11/2019)



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