Defensoria Pública de Minas Gerais

Igualdade e cidadania para todos


No Dia Internacional da Mulher, Projeto “Sala de Espera” debate violência doméstica e familiar


Por Ascom em 9 de março de 2016

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, no mês de março, todas as palestras do Projeto “Sala de Espera – Oficinas de Cidadania” estão voltadas para o debate e informação sobre violência doméstica. Nesta terça-feira (08/03), a educadora e coordenadora de projetos sociais do Núcleo Assistencial Veleiro da Esperança (Nave), Lucileide Colares, conversou com os assistidos presentes na Defensoria Pública sobre o tema “Como você lida com a violência doméstica e familiar?”.

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Lucileide Colares (ao centro) acompanhada pela coordenadora do Atendimento da Capital, Eden Mattar, e pela defensora pública, Eliane Medeiros, que está à frente do projeto

“Vamos tirar o vestidinho de renda e o sapatinho de cristal e atolar o pé na lama”. Com essa frase, a educadora iniciou sua palestra, que abordou três pontos principais: o que é violência, o que pensamos sobre violência e, o conceito dos verbos ser e estar, neste contexto.

Lucileide Colares falou sobre os tipos de violência praticados, que vão além da agressão física. “Temos que saber de fato o que é violência. Às vezes, achamos que não é, mas falar com o outro de forma agressiva é violência, desrespeitar seu direito e sua história de vida também é violência e o mesmo acontece quando alguém quer ter domínio de poder sobre outra pessoa”, esclareceu.

Como um antídoto às marcas físicas e invisíveis da violência, a educadora convidou os presentes a agirem como sujeitos da ação, como autores da vida. Ao abordar a questão da culpa, afirmou: “quando o problema da violência chega até mim; a culpa e a responsabilidade são do agressor, mas como eu lido com essa violência é minha responsabilidade. Como lidar com isso? Como vou caminhar para catar meus pedaços?”. A agressão e a violência despertam sentimentos muito negativos nas vítimas. “Quando tenho um sentimento ruim, não posso fingir que ele não existe. Devo aceitar o sentimento, mas não permanecer nele. Permanecer em um sentimento ruim adoece as pessoas”, afirmou Lucileide Colares.

A educadora ressaltou o poder da transformação. “A grande diferença do ser humano é sermos capazes de transformar a realidade, nossa e a dos outros. O outro é responsável pela violência, mas não devemos nos perguntar por que e, sim, para quê. Isto é, o que eu tenho para aprender com essa situação?”.

Lucileide Colares explicou que conviver significa viver com, no diálogo, na conversa, na escuta, e que isto é um ato de coragem que faz a mágica da vida, quando há complementação entre duas ou mais pessoas.

Lucileide finalizou a conversa com o convite às pessoas a manterem acesa a chama dos seus sonhos: “a crença em poder sonhar significa eu posso”, e convidou os presentes a conhecerem e a utilizarem dos serviços da ONG Nave, que fica na Rua Diana, nº 299, Bairro Ana Lúcia, Sabará.

A próxima edição do Projeto “Sala de Espera – Oficinas de Cidadania” será no dia 10 de março, às 8h30, nas salas de espera das Unidades I e II, na Capital. “A violência e o abandono da mulher portadora de câncer” será o tema abordado pela assistente social e vice-presidente do Lar Tereza de Jesus, Shirley Pereira dos Santos Vieira .

Fonte: Ascom / DPMG (09/03/2016)



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