Defensoria Pública de Minas Gerais

Igualdade e cidadania para todos


Projeto “Sala de Espera” provoca reflexão sobre envelhecimento


Por Ascom em 12 de abril de 2016

“A progressão do envelhecimento no passado, presente e futuro” foi o tema da edição do Projeto “Sala de Espera – Oficinas de Cidadania” desta terça-feira (12/04). A psicóloga, pós-graduada em gerontologia e gestão de projetos, Vilma Araújo, conversou com os assistidos que aguardavam atendimento nas Unidades I e II, da DPMG, na Capital.

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A defensora pública, Eliane Medeiros (à direita), que está à frente do projeto, apresenta a psicóloga Vilma Araújo para os presentes

Ao afirmar que o processo de envelhecimento acontece desde o momento do nosso nascimento, a psicóloga convidou os presentes a refletirem sobre “como é o nosso olhar sobre o envelhecer, hoje, lá atrás, e no futuro”. Vilma Araújo fez um comparativo entre o momento atual, que classificou como transitório, e o passado. Segundo ela, na década de 50, a expectativa de vida era de 43 anos aproximadamente, enquanto nos dias atuais, a média é de 75 anos e, sob o prisma de estudos avançados que vêm sendo realizados, será possível viver até 120, 150 anos. Neste sentido, a psicóloga alertou que não devemos mais nos espelhar no modo de envelhecimento das gerações passadas, que consideravam a aposentadoria como oportunidade para cruzar os braços e não fazer nada.

Vilma Araújo falou sobre a necessidade de se fazer um planejamento para o envelhecimento, o que compreende cuidados físicos, mentais e financeiros. Ao pedir para os assistidos refletirem sobre como estarão daqui a 30 anos, a psicóloga alertou que quanto mais cedo pensarmos sobre como será lá frente, melhor será o futuro. Vilma Araújo informou que com a inevitável reforma da previdência, que será realizada no Brasil, as projeções para daqui a 35 anos apontam que o teto máximo da aposentadoria será um salário mínimo, o que fará com que seja necessário complementar a renda, sendo a boa condição física essencial para tanto. “Temos que ter consciência de que não é mais possível cruzar os braços, mesmo ao aposentar. Será hora de fazer o que não foi possível por falta de tempo, seja para complementar a renda, seja para se manter ativo. Não podemos ficar na frente da TV à toa”.

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Psicóloga Vilma Araújo: “meu objetivo é despertar em vocês o pensamento de que não importa se você tem 20, 30 ou 50 anos, todos estamos em um processo de envelhecimento”

Ao fazer um paralelo entre o modo de vida passado e o de hoje, a psicóloga lembrou que o número de filhos diminuiu consideravelmente, sendo o papel da mulher, no passado, essencialmente de cuidadora da casa e dos filhos, e que o grande número de integrantes das famílias facilitava o cuidado com os mais velhos. Vilma Araújo citou alguns fatos marcantes que mudaram a forma de viver e ver o mundo, como o advento da pílula anticoncepcional e o avanço da tecnologia. “Depois da segunda guerra mundial, houve mais acesso à educação e ao trabalho e esta geração está mudando a forma de envelhecimento”.

A psicóloga convidou a todos, independente de idade, para pensar no seu processo de envelhecimento. “A herança genética dos nossos pais vai interferir cerca de 1/3 no envelhecimento, enquanto o estilo de vida e os hábitos, responderão por 2/3. Depende de cada um de nós tomar uma atitude para quebrar hábitos que podem comprometer o envelhecimento. É preciso cuidar da alimentação e fazer atividades físicas. Envelhecer não significa adoecer. Vamos pensar agora: o que eu posso fazer hoje para estar melhor daqui a 30 anos”, finalizou Vilma Araújo.



Transparência

O que é?

O objetivo dessa sessão é permitir o acesso transparente, rápido e fácil aos documentos e informações relacionadas à Execução Orçamentária e Financeira, Licitações, Contratos e Convênios.

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