Defensoria Pública de Minas Gerais

Igualdade e cidadania para todos


“Sala de Espera” traz a palestra “Ser feliz é uma decisão”


Por Ascom em 6 de julho de 2016

Na edição do Projeto “Sala de Espera – Oficinas de Cidadania” desta terça-feira (05/07), a psicóloga, palestrante e apresentadora de TV, Érica Machado, ministrou a palestra “Ser feliz é uma decisão” para os assistidos que aguardavam atendimento nas salas de espera das unidades da Instituição na Capital.

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A coordenadora do Atendimento da Capital, Eden Mattar (à direita), apresentou a coordenadora do projeto, defensora pública Eliane Medeiros (ao centro), e a palestrante do dia

 

Em um depoimento permeado por histórias e que emocionou diversas pessoas presentes, Érica Machado discorreu sobre quatro pontos principais que afetam o estado de felicidade: reclamação, alegria, gratidão e perdão.

Para abordar reclamação e alegria, a psicóloga falou de sua avó falecida há oito anos, aos 102 anos, e relatou uma história contada por ela, presença marcante e querida em sua vida. A maior atração de um circo que visitou, há muito tempo atrás, a cidade natal de sua avó, era o show do palhaço apresentado no final, ao qual todos assistiam e saiam do espetáculo alegres. Constatando esse efeito de alegria causado pelo palhaço, o médico da cidade passou a incluir nas receitas médicas a indicação: “vá ao circo e fique até o final”. Um dia, o médico recebeu em seu consultório um moço que relatou estar se sentido muito triste, desanimado da vida e repleto de sentimentos de culpa, medo e saudade. Quando médico lhe receitou alegria, ele respondeu: “doutor, aquele palhaço sou eu”. Segundo a psicóloga, todos nós nos identificamos com o palhaço. “Quem não traz dentro de si culpa, mágoa, saudade, medo? Problemas, nós tínhamos ontem, temos hoje e teremos amanhã, mas todos temos em nós os recursos para lidar com eles”.

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Psicóloga Érica Machado: “a reclamação nos afasta da alegria e de uma vida com qualidade”

 

Érica Machado destacou que coisas ruins acontecem o tempo todo e que a forma que lidamos com elas é que faz diferença. “Tem gente que não quer resolver o problema, só quer reclamar. Acreditam que reclamando vão conquistar o amor do outro. Mas é o contrário, a reclamação cansa e afasta as pessoas e a alegria seduz, contagia”, afirmou. “O sofrimento deve ser um lugar de passagem. Temos que sofrer tudo o que tem para ser sofrido, mas não devemos transformar o sofrimento em lugar de viver”.

A psicóloga ressaltou que o antídoto para a depressão e para ajudar a ser feliz é a gratidão. Segundo ela, existem estudos científicos que provam que o sentimento de gratidão produz ocitocina, hormônio do afeto que traz tranquilidade e bem-estar. “É um ciclo, quanto mais gratidão sentimos, mas ocitocina produzimos e, quanto mais ocitocina produzimos, mais gratidão sentimos. E chega um momento que passamos a agradecer até pelos problemas, pois se vieram para nós é porque damos conta deles”, explicou.  Érica Machado convidou os assistidos a refletirem: “O que me move? É a lamentação ou é a alegria? O que você escolhe?”.

Por último, a psicóloga falou sobre a importância de nos perdoarmos. “É possível sim, a gente se perdoar. Mudar o passado não tem jeito, mas podemos ter um olhar de perdão, recomeçar e fazer diferente. Felicidade não é amanhã, nem ontem, é agora, se você quiser que seja, por maiores que sejam os problemas”, concluiu Érica Machado.



Transparência

O que é?

O objetivo dessa sessão é permitir o acesso transparente, rápido e fácil aos documentos e informações relacionadas à Execução Orçamentária e Financeira, Licitações, Contratos e Convênios.

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